quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Somália





Somália



Guerras na Somália



Com o país sofrendo pelos conflitos internos, o governo central desapareceu após a queda da ditadura pró-soviética de
Siad Barre, em 1991. Os "senhores da guerra" tomaram conta do país esfacelado. Desde então, a Somália vive em guerra civil intermitente, a qual matou dezenas de milhares de somalis. Não existe mais unidade nacional, e o país fragmentou-se em regiões. Em 1991, surgiu a Somalilândia, que chegou a declarar sua independência da Somália no mesmo ano. Apesar da sua relativa estabilidade, em comparação com a tumultuosa região sul, não foi reconhecida como estado independente por nenhum governo estrangeiro.
Em
1992 iniciou-se, primeiramente no sul, uma ação humanitária da ONU, encabeçadas por tropas dos Estados Unidos da América. Embora conseguisse diminuir a fome no país, a operação foi um fiasco, com a morte de 18 soldados norte-americanos. Esta história é contada no filme "Falcão Negro em Perigo". Os marines deixaram o país em 1993. Sozinha, a ONU acabou por retirar-se oficialmente a 3 de Março de 1995.
Sem serviços públicos e forças de segurança do Estado, a capital somali vive sobre a influência dos chamados "senhores de guerra", principais chefes dos
clãs do país falido. Sediado em Baidoa, a 200 km a noroeste de Mogadíscio, o governo de Yusuf e do primeiro-ministro Ali Mohammed Ghedi é reconhecido pela comunidade internacional, mas é tido como fraco, pois não é reconhecido pelos chefes tribais.

Com a inexistência na prática de um governo central, a Somália persiste imersa em uma
guerra civil. Em 5 de junho de 2006, milícias islâmicas - que formam a União das Cortes Islâmicas (UCI) - tomaram grande parte da capital somali. A UCI controla outro territórios no país e pretende impôr a lei islâmica (Sharia) nestas zonas. Em junho, o governo somali de transição e a UCI assinaram um acordo de reconhecimento mútuo. Um mês depois, um dos últimos focos de resitência dos senhores da guerra foi derrotado, após dois dias de batalha que deixou 140 mortos e 150 feridos.
Em
julho de 2006, a UCI passou a controlar todo o sudeste do país e a capital Mogadíscio e avançava para tomar controle do resto do país. O governo interino pediu ajuda internacional, e o Conselho de Segurança da ONU aprovou planos de enviar uma força de paz africana para apoiar Yusuf. Segundo a ONU, as Cortes estavam sendo providas de armas pela Eritréia e o governo interino somali estava sendo armado pela Etiópia. O governo etíope foi que mais apoiou o governo interino da Somália e, em dezembro, ordenou uma incursão militar direta neste país contra alvos da milícia islâmica. Forças etíopes e do governo interino tomaram várias cidades que estavam sob controle da União das Cortes Islâmicas (UCI), inclusive Mogadíscio. O novo conflito levou milhares de refugiados somalis para a fronteira com a Etiópia e o Quênia.
Os Estados Unidos e o
Reino Unido apoiaram a intervenção entrangeira na Somália, pois temem que a UCI tenha ligações com a rede terrorista Al-Qaeda.

Falcão Negro em Perigo
"Heróis mesmo no fracasso" Por Silvia C. Almeida

A missão dos Estados Unidos na Somália começou no dia 3 de outubro de 1993 e deveria durar apenas 60 minutos, mas acabou se estendendo para quase um dia todo. A pedido da ONU, os americanos buscavam aprisionar dois influentes tenentes subordinados ao líder da região, Mohammed Farrah Aidid, como forma de abrandar a guerra civil e a fome que assolavam o país. O plano não só deu errado, como também resultou em 18 soldados americanos mortos, 73 feridos e dois helicópteros do modelo Falcão Negro (Black Hawn) abatidos (daí vem o título).
Antes mesmo de o conflito começar, o General William F. Garrisson (Sam Shepard) diz: "Não é uma guerra. É um genocídio". E logo sabemos que ele está certo. As 18 horas do combate foram resumidas em 143 minutos de um cansativo filme de cenas fortes, massacres, balas e explosões por todos os lados, e sangue, muito sangue. Os magros e sujos somalis, mesmo sem farda, combatem os jovens, bonitos e preparados soldados Rangers e Deltas com todo o fervor. Mulheres e crianças de Mogadíscio também seguram armas, avisando aos inimigos que ali ninguém é inocente, todos estão para lutar.
É praticamente um clichê dizer que todo filme de guerra é pura patriotada, mas nos casos das produções americanas, não dá pra fugir disso. Tudo bem que o longa foi muito bem feito, que a fotografia está impecável, que a parceria entre Ridley Scott e o produtor Jerry Bruckheimer (de Armageddon e Pearl Harbor) deu certo, que a história é sobre um desastre militar dos americanos, mas de que adianta tudo isso se no final eles ainda saem como verdadeiros heróis?
Os atores que representam os soldados têm pouca significância diante da história. Você provavelmente fará confusão entre os personagens. O novo astro de Hollywood, Josh Hartnett, de Pearl Harbor, interpreta talvez a figura mais representativa ou menos insignificante do longa, o idealista Sargento Ranger Matt Eversmann. Ewan McGregor, do maravilhoso e polêmico Trainspotting – Sem Limites, passa quase despercebido em Falcão Negro no papel do Especialista Ranger Grimes. A história também tem destaque ao ser contada por uma série de letreiros no início e no final do filme, mas durante, só há um ou dois diálogos se referindo à guerra civil que arruinava a Somália.
O lema dos soldados Rangers é: "Nenhum homem será deixado para trás", e mesmo invadindo a terra alheia, eles são os mocinhos deste combate. O ponto de vista do filme é desses guerrilheiros. Então, prepare-se para se deparar com cenas rotineiras de homens agarrados aos retratos de suas famílias nos momentos de perigo e de médicos tentando ressuscitar um Ranger, enquanto outro diz "Doutor, doutor, deixe, ele está morto. Não há mais nada que você possa fazer".
Depois de tanto sangue derramado, chega o tão esperado fim. Ora, ora, não é que mesmo perdendo, os americanos são recebidos com sorrisos pelas crianças e demais somalis? O mais risível é o copo d’água oferecido (pelos inimigos) a cada um dos Rangers e Deltas sobreviventes da batalha. A missão pode ter sido um fracasso, mas segundo a história, centenas de somalis perderam as suas vidas nesse confronto (contra apenas 18 americanos). Neste caso, os EUA ganharam.



Guerra de Ogaden

Guerra ocorrida entre 1977 e 1978 entre a Etiópia e Somália na disputa do território de Ogaden. Em plena guerra fria, a somália era apoiada pelos Estados Unidos da América enquanto que a Etiópia era apoiada pela União Soviética e por Cuba. A guerra acabou com a vitória Etíope.

Guerra Civil Somali

A guerra civil somali começou oficialmente em 1986 e prolongou-se até aos dias de hoje.
Depois da derrota somali na
Guerra de Ogaden que pôs frente a frente a Somália e a Etiópia com a ajuda de cuba e união soviética entre 1977 e 1978, a Somália entrou numa profunda crise generalisada. As populações desagredadas com o regime repressivo de Siad Barre, começaram a organizar movimentos. Nesta altura já se previa uma guerra civil.

Integrantes:
Natália Machado ( http://www.everysense.weblogger.com.br/ )
Rafaela Pimentel ( http://www.rafaelapimentel.weblogger.com.br/ )
Thiago Oliveira (http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=3286810927019558631 )
Daniel Leal (http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=3594016964234816541 )
Gabriel Carvalho (http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=5232919389408632229 )





5 comentários:

Natália Machado disse...

filmezinhu báááááásico com o orlando bloom =D !
Vale a pena ver... e eu acho q recebeu ateh oscar d efeitos sonoros e talz!

Maria disse...

nossa quue máximo essa informação sobre o Orlando Bloom (rsrsrsrsrs)!!!
ta mto show,msm!!!Ah.... naum esquece de comentar no meu agora,hein?!!!!!!!!!!!!
bjos

Maryzita disse...

dps q eu li esse conteúdo...my God...fiquei até com inveja desse trabalho...esse video óóótimo...
parabéns...mto bom seu trabalho!!!

agora comenta o meu tbm!!!!
bjs

História da Africa disse...

Olá queridos o trabalho está muito bom! A nota de vcs é 9,0! Beijão.
Andréa Aguiar

Carlos Alberto disse...

SE CUBA E UNIÃO SOVIÉTICA GANHARAM A GUERRA, POR QUÊ A DANAÇÃO DA SOMÁLIA?? URSS E CUBA NÃO SOUBERAM IMPOR UM BOM GOVERNO?? ONDE ESTÁ A CULPA DOS EUA??