quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Etiópia


Etiópia




A colonização da África por potências da Europa, no século XIX, é a origem dos vários males que agora afligem o continente. Entre guerras e desgraças causadas pelas secas, cinqüenta milhões de etíopes ultrapassaram a sua cota de sofrimento.É na Etiópia, antiga Abissínia, que se encontram os mais antigos traços de civilização no continente. Mas, o país está hoje entre os cinco mais pobres do planeta, fornecendo ao mundo as mais terríveis imagens da fome.
O novo governo, apoiado pelos soviéticos, enfrenta guerrilhas nas províncias de Eritréia e Tigre. No leste, explode também uma guerra com a Somália, que reivindica a província de Ogaden. Milhares de pessoas são forçadas a se retirar. Vêm para estes acampamentos juntar-se às vítimas da seca endêmica causada pelo desflorestamento e pela erosão do solo. Embora seja possível a perfuração de poços de água, os etíopes ainda não possuem os meios para isso. As fontes subterrâneas de água continuam inexploradas pelos fazendeiros mal equipados. A guerra é o maior obstáculo para resolver o problema da fome. Para combater os guerrilheiros, o governo gasta mais de um milhão e meio de dólares comprando armas dos soviéticos. Tal procedimento não ajuda a encorajar a assistência do Ocidente, que teme ver o seu dinheiro convertido em munição. Por outro lado, os guerrilheiros de Tigre e Eritréia destróem grandes quantidades de alimentos enviados pela comunidade internacional porque, como dizem, os estoques foram transportados com a ajuda do governo.O coronel Mengistu tenta resolver o problema deportando seiscentas mil famílias das regiões montanhosas do norte para o sul, cerca de três milhões de pessoas. Milhares delas morrem no caminho; outras não conseguem se adaptar ao novo clima e modo de vida.O regime arcaico de Hailé Selassié durou 44 anos. O governo de Mengistu chega ao fim em 1991, após quatorze anos de ditadura. Ainda que a paz se aproxime da Etiópia, será difícil recuperar o tempo perdido em uma das mais longas guerras da África moderna. Durante anos, o desenvolvimento foi relegado ao segundo plano em favor da luta pelo poder político. Nesse período, o deserto continua o seu avanço inexorável, com milhões de etíopes vivendo um inferno na Terra.


A invasão da Etiópia

No 3 de outubro de 1935 as tropas da Itália fascista, partindo da Eritréia, na África Oriental, atacaram o Reino da Etiópia, nação das mais pobres do continente. A aventura militar, entretanto, não foi um passeio. Apesar de bem armados com equipamento moderno, os fascistas enfrentaram uma tenaz resistência do povo etíope, o que frustrou o desejo do ditador Mussolini em realizar uma campanha rápida. A guerra de agressão à Etiópia expôs a enorme fragilidade da Sociedade da Liga das Nações, fundada em 1919, exatamente para evitar que potências belicistas, expansionistas e predadoras, engolissem as mais fracas. O doloroso episódio significou o fim da Liga das Nações e o prenúncio da Segunda Guerra Mundial.



"De um problema diplomático {o litígio entre a Itália e a Etiópia], tornou-se um problema de força, um problema histórico, que importa resolver pelo único modo pelo qual os problemas sempre terminam resolvidos – pelo emprego das armas."Mussolini ao general Badoglio, 30 de dezembro de 1934




Italianos na Etiópia


Até 1936, a Etiópia, situada no coração geográfico da África, apesar de encontrar-se cercada por colônias inglesas (Sudão e Quênia), francesa (Djibuti) e italianas (a Eritréia e a Somália), era a única nação do Continente Negro que até então não fora ainda dominada por uma potência externa. Pois essa excêntrica situação encerrou-se com a ocupação de Adis Abbeba, feita pelos italianos no dia 5 de maio de 1936. As tropas do general Badoglio, que lá chegaram, só o fizeram depois de uma espinhosa campanha pelos desfiladeiros do pais. A população nativa, furiosa contra a invasão dos fascistas italianos, entrincheirada no alto das montanhas, despejava de tudo, pedras e lanças, sobre as colunas de caminhões e de tanques dos inimigos. Mussolini havia mobilizado mais de 200 mil homens, 6 mil metralhadoras, 700 canhões e 150 carros de combate, autorizando a eles o uso de gás venenoso para sufocar o reino do Négus.
A acidentalidade do território e a brava e desesperada resistência dos etíopes prolongou aquela guerra desproporcional por quase oito meses. Após lutar um combate final nos arredores do lago Ascianghi, com forças que não chegavam a 10% dos invasores, vendo-se perdido, Hailé Sélassie exilou-se em Londres. Foi então que de lá ele resolveu ir à Genebra, sede da Liga, para fazer o seu inútil apelo ao mundo. O pretexto para a agressão fascista fora um tiroteio ocorrido num posto fronteiriço chamado Ual-Ual , entre a Etiópia e a Eritréia italiana, ocorrido em dezembro de 1934. Mussolini viu nele uma oportunidade de ouro.
Os colonialistas italianos ainda amargavam, mesmo tendo corrido 40 anos, a inesperada derrota que o Reino da Itália sofrera na batalha de Adua, em 1896. Naquela oportunidade, um exército nativo de etíopes mal equipados, comandado pelo imperador Melenik II, conseguira a façanha de derrotar regimentos italianos em campo aberto. Fora, até então, o único sucesso dos africanos frente a uma bem equipada tropa ocidental. Em Adua, a lança etíope vencera o canhão italiano. Para o líder fascista, sentido-se a encarnação de César, o incidente serviu como a oportunidade ideal para um acerto de contas, afinal vingar Adua era uma questão de honra para a alta oficialidade italiana, ao tempo em que aquela guerra, a primeira delas, atenderia a promessa do regime fascista de restaurar a antiga grandeza do império romano.
Na foto abaixo Mussolini anuncia a vitória (5/5/1936)


O fracasso da Sociedade da Liga das Nações em evitar uma evidente guerra de agressão colonial, somada a sua impotência em sequer conseguir fazer cumprir um embargo econômico contra o país fascista, foi um golpe de morte na instituição internacional, na qual tantos depositaram esperanças logo depois da Grande Guerra de 1914-18. Cinco anos depois da ocupação da Etiópia, chamada de Africa Oriental Italiana, Mussolini, pressionado pelos britânicos em guerra contra ele, teve que retirar suas tropas de lá em 1941.
Hailé Sélassie, partido de Londres, foi então reconduzido de volta ao seu trono, de onde só foi apeado pela revolução de setembro de 1974. Apenas três anos depois de não terem conseguido deter a agressividade do regime de Mussolini, a própria Europa e, em seguida, o mundo todo, como prognosticou Hailé Sélassie em 1936, viu-se jogado nos braços de mais uma guerra, a pior de todas até então: a Segunda Guerra Mundial, que estendeu-se de 1939 a 1945.



Guerra entre Etiópia e Eritréia coloca a Somália a ferro e fogo


A Somália vive um conflito armado de grandes proporções que pode degenerar numa guerra regionalA guerra regressou em força ao Corno de África. Etiópia e Eritreia enfrentam-se com assinalável poder bélico... na Somália. Ninguém sabe ao certo o número de vítimas, até porque no contexto do conflito isso é o que menos interessa. Podem, contudo, ser já milhares. A legitimidade para a entrada de tropas estrangeiras no país é dada pelo pedido das partes beligerantes somalis. De um lado o Governo provisório, instalado em Baidoa, e do outro os Tribunais Islâmico, que dominam grande parte do país, nomeadamente a capital, Mogadíscio.Na mais recente fase deste conflito, a Etiópia está a somar pontos e a ação da sua Força Aérea, bem como dos 10 mil militares no terreno, obrigaram os soldados dos Tribunais Islâmicos a abandonar algumas posições no centro e sul da Somália, nomeadamente as cidades de Burhakaba e Dinsor, a pouca distância da sede do Governo, numa ação que dizem ser tática. Num cenário de conflito regional (a Eritreia tem no país mais de dois mil efectivos), a União Africana procura encontrar uma via negociável entre as partes, tarefa que, contudo, parece inexequível, já que a Somália é apenas o pretexto para um acerto de contas entre etíopes e eritreus.De uma forma geral, a comunidade internacional está ao lado da Etiópia e do Governo de transição da Somália porque teme a crescente influência dos radicais islâmicos na região, admitindo que os Tribunais Islâmicos queiram transformar o país num reduto da al-Qaeda, acusação que é por estes desmentida.

























Feito por :






Gustavo Risso






Michelle Siqueira






Nathanny Atanásio






Quéren Rocha











5 comentários:

Thaíla disse...

O trabalho apresentado sobre a Etiópia traz grande engrandecimento cultural a todos os leitores. Uma vez que, como citado, o país africano foi o primeiro a dar origem as civilizações humanas. E nada melhor do que conhecer a história dos nossos ancestrais. Além disso, conhecer o dilema de outro povo permite-nos aceitar as diferenças. Afinal, pertencemos a um único lugar : a Terra. O planeta precisa de atenção para que erradiquemos também um grave problema, mencionado no trabalho: a fome.


Os integrantes do grupo estão de parabéns pela competência e pelo conteúdo! Continuem em escala ascendente rumo ao sucesso!

Com carinho,
Thaíla Fontes

Michelle A melhor disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cristina Filomena Lazzari Gomes disse...

Meu avô cesare Cavini esteve nesta batalha, teve tifo na africa e voltou para a italia de aventuras emigrou para o brasil esteve na argentina onde foi casado ,depois emigrou para o brasil onde teve 2 filhos e 4 filhas. viveu até os 94 anos.sua vida daria um livro de aventuras. Me lembro dele, andavamos nos pasto para coletar cocô de cavalo para adubar sua horta.Apesar de muito bravo era um homem bom quando eu vinha por traz dele e mechia no seu currupio ele batia em mim , com o chapéu ha ha ha.
virgilio ciumo cavini. 035 9952 0082 poços de caldas minas gerais brasil email crisflazzari@ g mail.com

Cristina Filomena Lazzari Gomes disse...

Meu avô cesare Cavini esteve nesta batalha, teve tifo na africa e voltou para a italia de aventuras emigrou para o brasil esteve na argentina onde foi casado ,depois emigrou para o brasil onde teve 2 filhos e 4 filhas. viveu até os 94 anos.sua vida daria um livro de aventuras. Me lembro dele, andavamos nos pasto para coletar cocô de cavalo para adubar sua horta.Apesar de muito bravo era um homem bom quando eu vinha por traz dele e mechia no seu currupio ele batia em mim , com o chapéu ha ha ha.
virgilio ciumo cavini. 035 9952 0082 poços de caldas minas gerais brasil email crisflazzari@ g mail.com

Cristina Filomena Lazzari Gomes disse...

Batalha de Adoua Etiopia meu avô esteve la.